O caminho de Deus e o do homem

10/08/2014


“Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos. Porque, assim como desce a chuva e a neve dos céus, e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador, e pão ao que come, Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaías 55:8-11)

O homem só vê o que está diante dos seus olhos, mas Deus vê à frente, onde não conseguimos enxergar. A escolha é: viver a sua própria vida e os seus problemas ou viver a vida de Deus. Precisamos confiar que Deus está no controle da nossa vida, e seguir os caminhos do Senhor. Quando você faz isso, Deus te leva a posição da águia, onde você pode ver de cima para baixo, da maneira que Ele vê. Precisamos viver essa nova dimensão da fé, saber que os nossos pensamentos não são os de Deus, e escolher viver nos caminhos de Deus e ter os pensamentos de Deus.

“O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito.” (João 3:8)

“E, como se determinou que navegássemos para a Itália, entregaram Paulo e alguns outros presos a um centurião por nome Júlio, da corte augusta. E, embarcando nós em um navio adramitino, partimos navegando pelos lugares da costa da Ásia, estando conosco Aristarco, macedônio, de Tessalônica. E chegamos no dia seguinte a Sidom, e Júlio, tratando Paulo humanamente, lhe permitiu ir ver os amigos, para que cuidassem dele. E, partindo dali, fomos navegando abaixo de Chipre, porque os ventos eram contrários. E, tendo atravessado o mar, ao longo da Cilícia e Panfília, chegamos a Mirra, na Lícia. E, achando ali o centurião um navio de Alexandria, que navegava para a Itália, nos fez embarcar nele. E, como por muitos dias navegássemos vagarosamente, havendo chegado apenas defronte de Cnido, não nos permitindo o vento ir mais adiante, navegamos abaixo de Creta, junto de Salmone. E, costeando-a dificilmente, chegamos a um lugar chamado Bons Portos, perto do qual estava a cidade de Laséia. E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava, Dizendo-lhes: Senhores, vejo que a navegação há de ser incômoda, e com muito dano, não só para o navio e carga, mas também para as nossas vidas. Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre, do que no que dizia Paulo. E, como aquele porto não era cômodo para invernar, os mais deles foram de parecer que se partisse dali para ver se podiam chegar a Fenice, que é um porto de Creta que olha para o lado do vento da África e do Coro, e invernar ali. E, soprando o sul brandamente, lhes pareceu terem já o que desejavam e, fazendo-se de vela, foram de muito perto costeando Creta. Mas não muito depois deu nela um pé de vento, chamado Euro-aquilão. E, sendo o navio arrebatado, e não podendo navegar contra o vento, dando de mão a tudo, nos deixamos ir à toa. E, correndo abaixo de uma pequena ilha chamada Clauda, apenas pudemos ganhar o batel. E, levado este para cima, usaram de todos os meios, cingindo o navio; e, temendo darem à costa na Sirte, amainadas as velas, assim foram à toa. E, andando nós agitados por uma veemente tempestade, no dia seguinte aliviaram o navio. E ao terceiro dia nós mesmos, com as nossas próprias mãos, lançamos ao mar a armação do navio. E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos. E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda. Mas agora vos admoesto a que tenhais bom ânimo, porque não se perderá a vida de nenhum de vós, mas somente o navio. Porque esta mesma noite o anjo de Deus, de quem eu sou, e a quem sirvo, esteve comigo, Dizendo: Paulo, não temas; importa que sejas apresentado a César, e eis que Deus te deu todos quantos navegam contigo. Portanto, ó senhores, tende bom ânimo; porque creio em Deus, que há de acontecer assim como a mim me foi dito. É, contudo, necessário irmos dar numa ilha.” (Atos 27:1-26)

Deus é capaz de mudar a nossa vida, se permitirmos. Aqueles homens preferiram confiar no navio e nos seus próprios caminhos do que na mensagem de Deus através de Paulo. O vento veio e o navio quase afundou. O vento foi enviado por Deus, porque Ele tinha um propósito a realizar. Deus estava no controle, e não aqueles homens. Era propósito de Deus que Paulo fosse até Malta levar o evangelho. Por causa do propósito de Deus na vida de Paulo, aquilo tudo aconteceu. Eles precisaram aliviar o peso do navio, ou seja, ao passar por perdas, Deus permite para que nos aproximemos mais dEle.

“E, temendo ir dar em alguns rochedos, lançaram da popa quatro âncoras, desejando que viesse o dia.” (Atos 27:29)

Quatro âncoras foram lançadas por aqueles homens: medo, insegurança, incredulidade e dúvida. São essas âncoras que nós lançamos quando não aceitamos dar o controle da nossa vida para Deus. Eles lançaram essas âncoras para evitar que o navio batesse na rocha. Mas eles não sabiam que a Rocha é Jesus, e que isso era para salvação, e não para destruição.

“Procurando, porém, os marinheiros fugir do navio, e tendo já deitado o batel ao mar, como que querendo lançar as âncoras pela proa, Disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel, e o deixaram cair. E, entretanto que o dia vinha, Paulo exortava a todos a que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais, e permaneceis sem comer, não havendo provado nada. Portanto, exorto-vos a que comais alguma coisa, pois é para a vossa saúde; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós. E, havendo dito isto, tomando o pão, deu graças a Deus na presença de todos; e, partindo-o, começou a comer. E, tendo já todos bom ânimo, puseram-se também a comer. E éramos ao todo, no navio, duzentas e setenta e seis almas. E, refeitos com a comida, aliviaram o navio, lançando o trigo ao mar. E, sendo já dia, não conheceram a terra; enxergaram, porém, uma enseada que tinha praia, e consultaram-se sobre se deveriam encalhar nela o navio. E, levantando as âncoras, deixaram-no ir ao mar, largando também as amarras do leme; e, alçando a vela maior ao vento, dirigiram-se para a praia. Então a idéia dos soldados foi que matassem os presos para que nenhum fugisse, escapando a nado. Mas o centurião, querendo salvar a Paulo, lhes estorvou este intento; e mandou que os que pudessem nadar se lançassem primeiro ao mar, e se salvassem em terra; E os demais, uns em tábuas e outros em coisas do navio. E assim aconteceu que todos chegaram à terra a salvo. Quanto aos demais, que se salvassem, uns, em tábuas, e outros, em destroços do navio. E foi assim que todos se salvaram em terra.” (Atos 27:30-44)

Eles levantaram as âncoras, ou seja, confiaram em Deus, e foram salvos. Paulo, quando chegou na ilha, foi se aquecer e acabou mordido por uma cobra venenosa. Mas os caminhos de Deus não são os nossos, e ele foi curado do veneno. A víbora tem que sair da sua vida assim como saiu da de Paulo, pois o diabo vem para nos matar, mas Deus tem os seus próprios planos para nós. Se colocarmos nossos caminhos nas mãos dEle, o diabo não possuíra poder sobre nós. Se você sacudir a víbora, saberá que o proposito de Deus é muito maior. O Senhor é poderoso para fazer infinitamente mais do que você crê e do que você pensa. Quando Deus mexe na sua vida, você nunca mais será o mesmo. O seu destino é dar testemunho de Jesus, e não ser morto por víboras.

Que Deus nos abençoe.

Pr. Luiz Cláudio Flórido